segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Corinthians X Chelsea: De volta ao topo do mundo


Salve, Nação!

Eu achei que não poderia haver um sentimento mais estranho do que o que descrevi aqui antes do jogo. Me enganei.

Passada a tensão. Passada a partida. Campeão do Mundo. O sentimento que me toma agora é um misto de vazio e completude. Uma sensação enorme de dever cumprido permeada por uma pergunta que não cala.

E agora?

O que falta para esse Corinthians? O que mais pode fazer esse time que até outro dia era regional, vivia endividado e tinha como único patrimônio sua imensa torcida - ou vice-versa, como se costuma dizer - mas que agora tem o melhor CT da América, terá um dos melhores estádios do mundo, tem 9 títulos nacionais, tem Libertadores, tem 2 Mundiais dos de verdade e que ainda possui e é possuído por uma massa que, superando toda expectativa e lógica, parece cada dia maior e mais apaixonada?

Não pense que sou iludido, que acho que está tudo lindo no Corinthians e que ganharemos tudo o que disputarmos. Sei que tem muita coisa pra ser consertada no Coringão e que 99% delas estão fora de campo, no setor do time onde as alterações são mais difíceis. Estou descrevendo um sentimento pontual. É normal a visão ficar meio turva quando você olha para baixo tão de longe, daqui, do topo do mundo.

Do jogo, não falarei. Tudo já foi visto. Tudo é redundante. Resolvi falar apenas de sentimento. Foi lindo. Foi CORINTHIANS. Por mais que se fale em Cássio e Guerrero, eu não me arrisco a apontar um protagonista.

Gostaria de agradecer à todos os "operários" responsáveis por esse feito. Os que estavam e que não estavam no Japão. Do zelador do CT, passando pelo roupeiro, todos os jogadores, até os que não foram ao Mundial, o professor Tite, figura humana rara, os nossos dois presidentes, o atual Gobbi e o eterno Sanches.

E aos mais numerosos e mais importantes operários. 30 milhões. Os 15 mil que foram ao aeroporto. Os 30 mil que lotaram estádios no Japão. Todos os outros espalhados pelo mundo, infectados pela Locospirose.

Esse título é tão nosso como de qualquer outro. Hoje e todo o dia, NÓS SOMOS O CORINTHIANS.

VIVA O CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA!

SARAVÁ, SÃO JORGE!

VAI CORINTHIANS!


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sábado, 15 de dezembro de 2012

Pré Jogo - Corinthians X Chelsea


Ficha Técnica

Data: 16 de Dezembro de 2012
Horário: 08h30 (Horário de Brasília)
Estádio: Estádio Internacional de Yokohama
Cidade: Yokohama

Salve, Nação!

Chegou a hora! E eu preciso admitir que é um sentimento estranho.
Apesar de achar que, de alguma forma, esse é o jogo mais importante do ano, eu não sinto a metade da tensão que senti antes da final contra o Boca ou até mesmo no jogo contra o Al Ahly quarta.

Talvez porque ninguém encare como obrigação ganhar do Chelsea, porque, no papel sabemos que somos um pouco menos time.

Não sei se os jogadores e a comissão técnica também se sentem assim, mas acho que é algo que poderíamos usar. Essa calma, essa isenção de obrigação, esse papel de azarão. Sabemos que muitas vezes no futebol isso joga a favor.

Precisamos tomar cuidado para não ser como o Santos no ano passado ou como o Monterrey quinta. Não podemos ser coadjuvantes, muito menos espectadores do nosso próprio jogo. Adenor não é bobo e espero que já esteja preparando o Coringão para ir pra cima do São Caetano da Inglaterra.

Teremos apenas uma mudança em relação ao time da Semifinal, que indica exatamente que vamos jogar um pouco mais no campo de ataque.

A entrada de Jorge Henrique no lugar de Douglas, apesar de prejudicar o nosso poder de criação, aumenta o nosso poder ofensivo e com a marcação da saída de bola podemos surpreender os adversários e devemos melhorar a nossa posse.

Douglas jogou bem no primeiro jogo. Aliás, no esquema de Tite, o maestro emagreceu, ganhou mobilidade e passou até mesmo a ajudar na marcação, por isso essa mudança tem sido contestada por alguns torcedores.

A minha opinião é a seguinte: durante o Brasileirão do ano passado e a Libertadores desse ano, eu queimei a língua umas seis ou sete vezes criticando o nosso professor até entender que ele tem o time na mão e o conhece melhor do que ninguém.

De agora em diante, se o Adenor decide, para mim tá certo.

Pela última vez no ano, amanhã é Corinthians contra todos. E por mais uma vez, vamos deixar todos de cabeça inchada com aquela pergunta que vem martelando as cabeças e refletindo em cotovelos roídos em antis pelo mundo todo: "Quem vai parar esse Corinthians?"

Nada vai nos parar! Somos 30 milhões, unidos na vitória e na derrota por um mesmo ideal e com o mesmo grito.

VAI CORINTHIANS!!!

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Dos Andes ao Monte Fuji: O caminho para o Bi Mundial


Dica da leitora Juliana Frade via POP.

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Corinthians 1 X 0 Al-Ahly: Primeiro passo

Salve, Nação!

Como diria o Galvão: "Que sufoco, amigo!"

O Corinthians fez o dever de casa e passou para a final do Mundial Interclubes numa atuação para matar a saudade da Libertadores.

No primeiro tempo, dominamos totalmente. Ditamos o ritmo, tocamos a bola, procuramos os espaços, até que em um rebote de escanteio, o maestro Douglas meter uma bola de três dedos para dentro da área e encontrou Guerrero, que trombando com Danilo cabeceou para a rede.

No segundo tempo, o time do Al Ahly que até então só tinha se defendido, precisou partir para o ataque e o desenho do jogo mudou.

O Corinthians, mesmo com muito menos posse de bola, teve uma postura defensiva irretocável. O que a imprensa abutre chegou a chamar de pressão Egípcia eu chamo de resultado bem administrado, sem sustos.

Por outro lado, não tivemos efetividade nenhuma no ataque. Nem mesmo com as entradas de Romarinho e Jorge Henrique. O jeito foi mesmo segurar as pontas e o 1 a 0 e garantir a vaga na final, agora sem aquela pressão do "efeito Mazembe".

Que venha o São Caetano da Inglaterra!

VAI CORINTHIANS!!!
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pré Jogo - Corinthians X Al Ahly

Ficha Técnica

Data: 12 de Dezembro de 2012
Horário: 08h30 (Horário de Brasília)
Estádio: Toyota Stadium
Cidade: Toyota

Salve, Nação!

Que honra fazer esse pré Jogo depois de tanto tempo!

Não é que eu ache esse Mundial mais importante que um Paulista. Nada disso. Jogo do Corinthians é dia santo sendo amistoso ou final interplanetária.

O fato é que eu não queria fechar esse ano com o blog abandonado e ao mesmo tempo não tinha tempo para escrever em todos os jogos do Brasileirão, então me propus a fazer o que vocês acompanharam: análises periódicas do Brasileirão e uma "cobertura" mais completa do Mundial, então resolvi voltar com os Pré Jogos, que espero poder continuar em todos os jogos no ano que vem.

A competição em si, a viagem do Corinthians, a festa inesquecível da torcida, todos s outros participantes, já foram abordados em outras postagens, então aqui vamos mesmo focar nessa semifinal em especial contra os Egípcios do Al Ahly.

O que eu sei do Al Ahly em se tratando de tática, preparo físico e talentos individuais é o mesmo que você sabe, caso tenha assistido a vitória sobre o Sanfrecce Hiroshima hoje.

É um time rápido a princípio, que toca bem a bola no ataque e chega com ceta facilidade à linha de fundo, considerando a fragilidade da defesa japonesa. Por outro lado, utilizam uma marcação em linha que por muitas vezes foi mal feita hoje. A chamada linha burra.

Se o nosso maestro Douglas fizer uma partida inspirada e Guerrero e Sheik estiverem com o pé na forma, podemos explorar muito essa fragilidade.

Outro ponto fraco dos egípcios é o preparo físico. Antes da metade do segundo tempo alguns já andavam em campo. Outro ponto a ser explorado.

Contamos também com a sorte, pois o melhor jogador e capitão deles, o meia Hossam Ghaly, lesionou o joelho e está fora da competição.
Escalações Prováveis

Apesar de nunca terem se enfrentado, Corinthians e Al Ahly levam à campo bonitas histórias, com bastante coisa em comum.

Ambos são "o time do povo" em seus países, com enormes torcidas, já sofreram com preconceito e golpes da aristocracia, mas por sua vez, exerceram papel de destaque na política de seus países, na busca por liberdade e democracia.

O nosso Corinthians com a "Democracia Corinthiana", mostrou à um país regido por uma ditadura militar que uma gestão baseada em democracia era o melhor caminho.

O modelo de gestão do clube, onde tudo era votado e a escolha do presidente valia tanto quanto a do roupeiro, foi um dos gatilhos para a posterior luta pelas eleições diretas, onde os nossos jogadores também exerceram papel fundamental, participando de manifestações e colaborando com a mobilização da nação.

No Egito, com o surgimento do movimento revolucionário chamado de Primavera Árabe, que se espalhava pelo oriente médio e norte africano, torcedores e jogadores do Al Ahly, levaram o protesto contra a ditadura aos estádios. A mensagem ganhou força, invadiu as ruas e resultou na queda do ditador Hosni Mubarak, que estava no poder há 30 anos.

O governo de transição não trouxe de imediato a paz que se esperava e o ranço que toda ditadura deixa em uma nação, culminou na partida entre Al Ahly e Al Masri, onde com a conivência da polícia e do exército, ligados ao extinto governo ditatorial, os torcedores do time da casa adentraram ao estádio com todo tipo de armas.

Uma invasão de campo massiva, somada ao apagão das luzes do estádio e à vista grossa das autoridades resultou na morte de mais de setenta torcedores do Al Ahly, em uma das maiores tragédias da história do esporte.

Com toda essa carga social e histórica, essa partida, independente do resultado, já é daquelas para estar presente nos futuros almanaques e livros sobre futebol. Vamos torcer para que, dentro de campo, o nosso Coringão imponha o seu jogo, que é de muito mais qualidade e garanta a vaga na final.

VAI CORINTHIANS!!!

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